A nossa história

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Medicina Funcional Integrativa

Desde o início, a nossa prática clínica procurou recorrer a todas as técnicas, todos os conhecimentos, todos os saberes que, rigorosa, científica e medicamente comprovados, pudessem contribuir para o cumprimento daquele desiderato. Deste modo, a fim de corresponder às solicitações de cada vez mais pessoas com quadros clínicos cada vez mais complexos e exigentes, lançámo-nos no desafio de promover um serviço multidisciplinar que, trabalhando em equipa, pudesse cumprir o nosso sonho hipocrático. E assim nasceu este projeto – Medicina Funcional Integrativa.

Existe Medicina para lá da medicina

O mundo era diferente na década de 90 quando a Dra Cristina Sales desafiou o status quo e afirmar que havia Medicina para lá da medicina. 

Para ajudar cada pessoa a alcançar o bem-estar físico, psíquico e social era necessário alargar os horizontes e abraçar conhecimentos de todas as disciplinas, de todos os saberes que, sendo cientificamente comprovados, pudessem contribuir para esse objectivo.

 

O seu percurso até abrir as portas tem tanto de único como de peculiar.

 

Se hoje, em pleno século XXI, ainda há quem duvide que somos seres fascinantemente complexos e que soluções terapêuticas lineares, baseadas na ideia simplista que "um diagnóstico tem apenas uma causa e um tratamento”, não são as mais eficazes, consegue imaginar como era em 1998 quando a Dra Cristina abriu a sua clínica e a Cristina Sales - Medicina Funcional abriu?

 

Não era só um conceito inovador, foi um projecto pioneiro e único em Portugal e na Europa, impulsionando a evolução que se foi verificando nas décadas seguintes. Dotada de um currículo ímpar, foi integrando continuamente novas especialidades, técnicas de diagnóstico e terapêuticas com resultados impressionantes, mesmo nos casos clínicos mais complexos. 

 

Aliás, os resultados clínicos que conseguia levaram a um aumento gradual e significativo de quem a procurava em busca de uma nova visão sobre a sua condição clínica, atraindo pessoas de todo o país.

A par de quebrar barreiras e mudar o paradigma da abordagem a situações clínicas complexas, abrindo uma janela de esperança para centenas de pessoas que não encontravam respostas eficazes noutras abordagens, trouxe para a saúde os ganhos a evolução da comunicação social, criando blogs, newsletters e revistas online, tornando acessível o conhecimento científico da sua abordagem.

Enquanto lutava pela evolução da Medicina, lutava também outra batalha que, infelizmente e à terceira, acabou por perder. Em Novembro de 2014, a Dra Cristina faleceu, deixando-nos um método, uma filosofia e um legado que nos coube manter vivo e perpetuar o seu compromisso com quem nos procura.

 
  1. O foco nos detalhes e pormenores (onde muitas vezes está a chave do caso).

  2. A procura incessante pelas opções terapêuticas mais adequadas.

  3. O maior conhecimento possível da melhor evidência científica.

  4. A personalização de todo o processo.

 

Deixou-nos também a possibilidade do projecto continuar: o Dr Miguel Damas. Sendo seu filho, é um dos poucos médicos de medicina funcional de segunda geração no mundo, o que lhe permite ter uma visão natural sobre esta forma de pensar e abordar o corpo humano. 

Formado em Medicina e especialista em Medicina Geral e Familiar, nasceu e cresceu dentro da visão única que a Dra Cristina implementou, absorvendo-a e aprendendo-a numa passagem de conhecimento de mãe para filho.

Com o Dr. Miguel ao leme, a nossa clínica evoluiu significativamente. Sendo sempre fiel aos princípios que conferiram à Dra Cristina o título de a “nossa House” pela revista Visão em Abril de 2010, foi se adaptando à nova realidade, às novas necessidades e à nova fase, focando-se em performance, saúde e optimização da saúde.

“Acreditamos que o corpo nunca deve limitar o que conseguimos na vida.”

Independentemente dos nossos sonhos, não pode ser o nosso organismo a por um limite, seja ele através de lesões recorrentes, fadiga crónica, burnout, excesso de peso ou doenças autoimunes.

O Método

(por Dra. Cristina Sales)

 

A doença e o processo do adoecer são únicos em cada pessoa. E é na compreensão abrangente dessa singularidade que residirá a estratégia terapêutica mais conveniente.

Cada pessoa tem o seu perfil genético único, tem a sua família de origem com predisposições para determinadas doenças, as suas experiências, valores, relações interpessoais e vivências condicionantes para toda a vida.

Cada pessoa vai criando os seus hábitos e estilos de vida próprios e vai enfrentando as vicissitudes e respondendo aos desafios da sua vida com as capacidades, físicas e psíquicas de que dispõe e vai sendo, de múltiplas formas, condicionado por todas elas.

Cada pessoa age e interage com o meio em que está inserida - familiar, social, profissional, cultural e ambiental - de uma forma que lhe é específica e também a condiciona.

Em Medicina Integrativa a pessoa é o centro da nossa atenção.

O nome do diagnóstico da sua doença é uma classificação médica muito importante, mas a pessoa que tem essa doença é o núcleo central da intervenção em Medicina Integrativa.

E procuramos ir longe. Em Medicina Integrativa, a pessoa doente, uma vez informada sobre a evidência científica das várias opções terapêuticas possíveis, é convidada, sempre que possível, a participar, de forma responsável, nas decisões da intervenção diagnóstica e terapêutica, sublinhando ainda mais a sua centralidade no seu processo clínico e terapêutico.

No processo de instalação das doenças crónicas intervêm muitos factores que estão relacionados com o estilo de vida e com a relação consigo mesmo e com o ambiente envolvente.

Em Medicina Integrativa, sublinhamos a importância, crucial, e apelamos à adopção de estilos de vida saudável para um consistente processo de recuperação de saúde. Damos especial relevo à nutrição, ao exercício físico e técnicas de movimento, à estimulação de relações familiares e sociais enriquecedoras, ao desenvolvimento pessoal, à manutenção de uma relação mente-corpo equilibrada e à procura de um ambiente ecologicamente saudável.

Esta é uma área da inteira responsabilidade de cada um, que está ao seu alcance promover, de forma continuada.

É um caminho que ninguém pode fazer por outra pessoa.

O método médico clássico que procura encontrar, para cada doença, uma causa única e um tratamento específico, tem vindo a debater-se com dificuldades crescentes, pois não se ajusta às necessidades colocadas pelas doenças crónicas complexas das sociedades modernas.

A Medicina Funcional aborda a compreensão de um doente com doença crónica complexa, ou com um conjunto complexo de várias doenças e sintomas, através de uma matriz composta por oito núcleos que correspondem a oito equilíbrios biológicos funcionais. São eles: Vigilância Imunológica, Digestão, Absorção e Integridade da Barreira, Integridade Estrutural, Homeodinâmica Oxidativa/Redutora, Processo Inflamatório, Destoxificação e Biotransformação, Regulação Hormonal e de Neurotransmissores, Equilíbrio Psicológico e Espiritual.

A compreensão do funcionamento destes oito núcleos na pessoa com doença complexa, permite elaborar uma estratégia de diagnóstico funcional e de tratamento pluridisciplinar mais assertivo e com maior probabilidade de sucesso na recuperação global de saúde.

De uma forma inovadora, o nosso método integra a estratégia da Medicina Funcional no conceito e método da Medicina Integrativa.

A Medicina Integrativa, caracteristicamente, recorre a todas as abordagens terapêuticas, profissionais de cuidados de saúde e disciplinas adequadas à obtenção de um estado de saúde e de tratamento óptimos.

Para elaborar um plano de tratamento, a par das mais avançadas técnicas cirúrgicas e dos mais actualizados fármacos convencionais, são consideradas as estratégias de medicina preventiva, múltiplas abordagens de intervenção mente-corpo e as, habitualmente designadas, terapêuticas complementares.

Assim, a Medicina Funcional Integrativa assume-se como uma inovadora e abrangente abordagem médica, fortemente centrada na pessoa, em que a intervenção de uma equipa multidisciplinar e o recurso a múltiplos saberes potencializam as sinergias da recuperação de saúde e se reconhece na emergente medicina do séc. XXI.