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Selenium na prevenção de Cancro do Pâncreas
Núcleo de Medicina
Selenium na prevenção de Cancro do Pâncreas
21 Janeiro 2013

A revista GUT (International Journal of Gastroenterology and Hepatology), publicou em finais de 2012 um estudo sobre a relação da concentração no organismo humano de metais pesados e sua relação com o risco de cancro do pâncreas.

O conhecimento quanto à etiologia do cancro pancreático é escasso. O factor de risco bem estudado e bem conhecido é a relação do efeito nocivo do fumo do tabaco. O papel carcinogénico do tabaco deve-se à concentração de cádmio, e aminas aromáticas. A diabetes, a pancreatite crónica, a obesidade e a história familiar aumentam o risco de cancro pancreático.

O que é importante neste estudo:

  1. Pouco se sabe da etiologia do cancro do pâncreas.
  2. Alguns metais pesados tais como o arsénio, chumbo e o cádmio são carcinogéneos para o organismo do ser humano.
  3. Individuos com altos níveis de selenium apresentavam baixo nível de cancro pancreático

O que pode ser importante:

  • Os níveis de selénio devem ser testados e ter uma atitude preventiva em doentes de risco, corrigindo as deficiências.
  • O cádmio é um potente carcinogéneo, inibe a reparação do ADN e causa instabilidade genómica.
  • O arsénio induz o stress oxidativo, altera a metilação e destrói o ADN.
  • O chumbo leva a alterações cromossómicas.
  • O níquel devido à forte exposição ocupacional, aumenta o risco de cancro do pulmão e próstata, por inibição da reparação do ADN e induz a apoptose (morte celular).
  • O selénio é fortemente antioxidante, o hidrogenoselenido e selenometionina presente nas células, aumentam a reparação do ADN e reduzem a apoptose (morte celular). O selenium antagoniza o arsénio, cádmio e chumbo.

Recentes estudos revelam que a exposição na infância ao leite contaminado com arsénico aumenta a mortalidade por cancro do pâncreas.

Na nossa opinião os doentes com multipatologia, fadiga crónica, perturbações mentais, autismo, tabagismo, doenças auto-imunes, com amálgamas, devem realizar, conforme a situação clinica, avaliação da reactividade a metais tóxicos e não tóxicos (Teste Melisa), mineralograma do cabelo e urina, porfirinas urinárias (estudo dos níveis de mercúrio) e avaliar o stress oxidativo, isto é a capacidade de eliminar os radicais livres de oxigénio.


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Publicado por:
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