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Gisela Carrilho
O consumo de açucar e o risco cardiovascular dos adolescentes
18 Fevereiro 2011
  De acordo com o estudo publicado no Journal of the American Heart Association, os adolescentes que ingerem uma grande quantidade de açúcares de adição, em refrigerantes e outros alimentos,  apresentam piores perfis lipidicos, com níveis mais baixos de lipoproteína de alta densidade  - HDL (o bom colesterol), e niveis mais elevados de trigliceridos e lipoproteinas de baixa densidade  - LDL  (o mau colesterol). Este estudo demonstrou que este tipo de perfil lipídico  está associado ao aumento das doenças cardiovasculares, na idade adulta.
 
A American Heart Association recomendou recentemente um limite específico para a ingestão de açúcares de adição de acordo com as necesssidades energéticas, género e idade que não ultrapassa as 25g/dia. Dos 2157 adolescentes a média de consumo diária de açúcares de adição foi de 119 gramas, representando 21,4% da energia total diária ingerida.
 
Comentários:
   - Esta questão é preocupante, uma vez que segundo os dados mais recentes Portugal já ocupa o 2ºlugar da Europa no que diz respeito à obesidade infantil.
- Este tipo de obesidade afecta 12,5% das crianças entre os 2 e os 5 anos e 11,3% das crianças entre os 11 e os 15 anos no nosso país. O excesso de peso atinge ainda 30% dos jovens portugueses, de acordo com o Estudo de Prevalência da Obesidade Infantil e dos Adolescentes.
- Estas crianças começam a manifestar cada vez mais precocemente patologias crónicas como a hipertensão arterial e niveis elevados de colesterol. A luta contra a obesidade infantil passa por uma mudança drástica de mentalidades mas saber dizer que não aos doces,gelados e refrigerantes não é suficiente.
- O tratamento da obesidade implica, por isso, uma equipa multidisciplinar, onde sejam estudadas as alterações bioquimicas, o estudo do impacto genético e as causas psicológicas e comportamentais subjacentes.

-  Só quando percebermos o que não está bem naquela pessoa obesa é que o tratamento pode ser realmente eficaz.

Nota: imagem retirada daqui

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Publicado por:
Gisela Carrilho
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