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Gisela Carrilho
Mulheres com Doença Celíaca sofrem de depressão e doenças do comportamento alimentar
30 Dezembro 2011
Pessoas com a doença celíaca - uma doença auto-imune associada com uma reacção ao glúten - muitas vezes sofrem de dor abdominal, obstipação, diminuição do apetite, diarreia, náuseas e vómitos em resposta à ingestão de glúten. A doença é geralmente controlada, evitando alimentos que contenham glúten, como aqueles feitos com trigo, cevada, centeio e aveia.
Um estudo avaliou uma série de experiências físicas, comportamentais e emocionais em 177 mulheres americanas com idade superior a 18 anos que apresentava diagnóstico da doença celíaca.
Os resultados indicaram que a maioria dos participantes aderiam com frequência a uma dieta isenta de glúten, e esta maior adesão à dieta era associada ao aumento da vitalidade, menores níveis de stress, diminuição de sintomas depressivos e maior saúde emocional. No entanto, algumas pessoas que estavam a conseguir cumprir a dieta revelaram elevados índices de stress, depressão e uma série de questões relacionadas com a insatisfação corporal quando comparado à população em geral.

Comentários:

- É compreensível que as mulheres com doença celíaca apresentem maior tendência a sofrer de alterações do comportamento alimentar, uma vez que o foco do controlo da doença celíaca é centrado no que a mulher come. No entanto, o que não sabemos ainda é o que leva ao quê e sob que circunstâncias. Ou seja, qual a relação causal entre ambas. No futuro, pretende-se investigar a sequência temporal destes sintomas para uma intervenção mais eficiente e eficaz.  
- Assim, no momento do diagnóstico ou pós-diagnóstico, para além de educar estes doentes na gestão da sua dieta sem glutén é necessário alertá-los sobre as dificuldades inerentes que eles possam vir a experimentar e fornecer estratégias a aplicar no seu dia-a-dia, incluindo no tratamento os aspectos psicológicos, sociais e comportamentais da doença, bem, como a sua influência na evolução das doença e do bem-estar dos indivíduos.

Nota: Imagem retirada daqui.

Nutrição na doença
Publicado por:
Gisela Carrilho
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