Marcar Consulta
Nutrição Funcional

Blog Nutrição Funcional

Daniela Seabra
Ingestão de Bisfenol A através da dieta poderá ser ainda mais tóxico do que se pensava
25 Janeiro 2012
   São diversos os estudos acerca dos efeitos nefastos do Bisfenol A no nosso organismo, pois trata-se de um composto capaz de se unir aos receptores esteróides, afectando a função do estrogénio, testosterona, e ainda da função tiroidea, além disso pode ainda influênciar a expressão genética.
    Este químico pode interferir com a nossa capacidade reprodutora, influênciar o aumento de peso e induzir alterações comportamentais, e quando consumido por grávidas por ter influências no bebé, e só agora é que se está a começar a entender os reais efeitos deste composto.
    Estudos anteriores calculavam a nossa exposição ao Bisfenol A através de doseamentos após a administração por bólus (ou seja, a administração de uma dose relativamente alta) e nem sempre após a ingestão de doses moderadas ou baixas ao longo do tempo, nomeadamente através da dieta. Num estudo publicado na edição de Setembro de 2011 do Environmental Health Perspective, os investigadores concluiram que aparentemente o organismo consegue eliminar de forma mais ou menos rápida o Bisfenol A quando este é administrado numa dose única (o que poderá ter sido uma dos motivos para ser considerado "seguro" e ser autorizada a sua utilização pela indústria alimentar), mas que a administração de pequenas doses parece causar mais dano, pois induz mais acumulação. Aparentemente, a ingestão de bisfenol A através da alimentação apresenta uma maior biodisponibilidade, e é capaz de causar mais danos no organismo.  
   Alertamos para o facto de anualmente serem produzimos cerca de 3,6 milhões de toneladas de Bisfenol A, e que cerca de 90% da população americana apresentar níveis mensuráveis deste composto no seu organismo. Relembramos que uma produção contínua e a não degradação deste composto, significa que actualmente, este se encontra disseminado por diferentes pontos do nosso planeta, facilitando por isso a nossa contaminação. 

Comentários: 
  - temos que começar a ter noção que por vezes doses menores, administradas repetidamente, podem ter um efeito ainda mais nefasto do que doses relativamente elevadas raras vezes. Quando as doses são demasiado elevadas podem mais facilmente desencadear mecanismos urgentes de desintoxicação, enquanto que doses mais pequenas, por não serem suficientemente elevadas para causar "alerta", facilmente se envolvem no metabolismo, exercendo os seus efeitos de uma forma mais intensa. 
 - relembramos que o bisfenol A se encontra principalmente em plásticos (particular atenção às embalagens) e que para diminuir significativamente a sua exposição a este composto, bastam medidas simples como as mencionadas num post anteriormente publicado).

Nota: imagem retirada daqui


Tóxicos alimentares
Publicado por:
Daniela Seabra
Partilhe

0 Comentários

Inserir Comentário

Entrar




Novo Utilizador?
Recuperar Password