Já há várias décadas que alguns estudos apontam o uso dos pesticidas como fator agravante do risco de doença de Parkinson que é uma doença degenerativa que afeta o sistema nervoso central. A revista Neurology publicou este ano uma revisão feita com o propósito de averiguar precisamente essa relação.
Um estudo anterior tinha já divulgado que a exposição a pesticidas aumenta até 70% o risco de desenvolver Parkinson, cerca de 10 a 20 anos depois do contacto com as substâncias. A investigação publicada na Neurology analisou 104 estudos sobre esta temática e concluiu que há uma maior probabilidade de pessoas expostas a pesticidas, inseticidas e dissolventes desenvolverem a doença. No entanto, a equipa reconhece que são necessários mais estudos.
Os investigadores assumem que é possível provar que a probabilidade dos pesticidas estarem na origem da doença varia entre 33% e 80%.
Uma vez que os efeitos negativos só são notados vários anos depois, o que podemos já fazer é recorrer a alimentos biológicos sempre que possível.