Uma investigação publicada no Journal of Epidemiology and Community Health encontrou uma relação entre o sono e a hemoglobina A1C – um parâmetro que nos ajuda a verificar o controlo da glicemia (açúcar do sangue) nos últimos 3 meses.
Há estudos que mostram que uma duração curta de sono na infância (mais do que na vida adulta) está associada com o risco de obesidade. O que ainda não tinha sido estudado foi o efeito de uma curta duração de sono a longo prazo, no metabolismo dos açúcares.
Avaliaram-se adultos (com 32 anos) e crianças (aos 5, 7, 9 e 11 anos), a duração do seu sono diário e o valor de hemoglobina A1C.
O tempo de sono durante a infância não foi relacionado com valores alterados de hemoglobina A1C, mas menos tempo de sono aos 32 anos estava relacionado com pior controlo dos níveis de açúcar, mesmo depois de os dados serem tratados para eliminar efeito confundidor de peso, hábitos tabágicos, nível socioeconómico, horários de trabalho e existência de apneia de sono.
Portanto, parece que a duração da noite de sono influencia o metabolismo da glicose e como tal pode trazer problemas a longo prazo.
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