Michael Moss, é autor do livro "Salt, Sugar, Fat: How the food giants hooked us" (Sal, açúcar, gordura: como os gigantes da comida nos têm viciado), e mostra-nos factos bastante interessantes e até arrepiantes sobre a indústria alimentar e a influência dos alimentos na nossa saúde.
As batatas fritas por exemplo, têm um efeito bastante viciante e o seu consumo em excesso aumenta o risco de obesidade, hipertensão, diabetes e doença coronária. Mulheres grávidas que comem batatas fritas em demasia podem estar a prejudicar tanto o bebé como se fossem fumadoras.
A indústria estudou muito bem o efeito dos alimentos no cérebro para os tornar o mais viciantes possível.
Quando uma batata frita se desfaz na boca, liberta o seu sabor e este é envia informações diretas ao cérebro. Quanto mais fortes forem essas informações maior é o desejo pelo alimento. Mas é importante a questão de serem estaladiças, quanto mais estaladiças mais vontade temos de as comer. Um outro truque menos direto é colocar no pacote palavras como "gourmet”, como se isso tornasse o produto mais saudável.
Em Inglaterra, um terço das crianças britânicas come batatas fritas todos os dias e os outros dois terços come várias vezes por semana.
Feitas as contas comer um pacote de batatas fritas por dia é equivalente a beber cinco litros de óleo alimentar por ano, sem contar com os outros ingredientes como açúcar e sal. A leitura deste livro pode ser por isso bastante assustadora, por nos dar a conhecer curiosidades como esta!
Sabendo do efeito viciante, coma-as só mesmo esporadicamente! E se é daquelas pessoas que passa bem sem elas, óptimo, a sua saúde agradece!