SCIENCE NEWS Nº8 | JUNHO | 2008
MEDICINA INTEGRADA E FUNCIONAL
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Aspartame -

o doce grande perigo! 

 Introdução

 O aspartame é um metil éster de um dipeptídeo, classificado como edulcorante artificial e designado quimicamente por L-alfa-aspartil-L-fenilalanina-metil éster (ou E951), que tem a capacidade de ser 200 vezes mais doce que a sacarose (1, 2). Actualmente em Portugal é usado na maioria, senão na quase totalidade dos produtos sem açúcar ou "light", e desde o seu aparecimento que tem gerado imensa polémica, sendo o edulcorante mais estudado. A polémica aumenta quando diferentes investigadores independentes afirmam que a quase totalidade dos estudos publicados com resultados favoráveis ao aspartame foram patrocinados pela indústria alimentar, e que mais de 90% dos estudos independentes apontam efeitos secundários resultantes do consumo deste composto (3,4).

 História do Aspartame

 Foi criado em 1965 pelo químico James Schlatter, aquando da tentativa de criação de um fármaco para tratamento de úlceras pépticas para a companhia farmacêutica Searle. Acidentalmente o composto sobre o qual trabalhava entra em contacto com os seus lábios, e James Schlatter apercebe-se do seu sabor extremamente doce (1, 5). Nascia assim o aspartame e começava a tentativa de aprovação deste para uso como edulcorante artificial nos alimentos, com a realização de estudos clínicos para comprovar os seus efeitos e segurança para consumo humano (1).

Composição

 O aspartame é constituído em 90% por dois aminoácidos (50% de fenilalanina e 40% de ácido aspártico) e em 10% por metanol (1, 15, 16, 17). Defensores do aspartame afirmam que estes compostos existem no nosso organismo e na alimentação humana, e que o ser humano é capaz de os metabolizar sem qualquer dano. Por outro lado, opositores ao aspartame refutam estas afirmações, tendo como base diferentes estudos científicos publicados, quer em humanos quer em animais, e as diferentes queixas apresentadas pelos consumidores.

 1. A fenilalanina e o ácido aspártico existem normalmente a nível do Sistema Nervoso Central (SNC) em quantidades controladas, onde desempenham funções de excitabilidade e de regulação (17). São ingeridos através da alimentação sob a forma de alimentos inteiros com estruturas proteínas complexas, e em associação a outros nutrientes como hidratos de carbono e lípidos. Quando ingeridos sob a forma de alimentos, são digeridos e absorvidos lentamente, dando hipótese ao organismo de controlar a sua concentração no SNC.

 A ingestão de ácido aspártico e de fenilalanina sob a forma de aminoácidos livres (facilmente absorvíveis), condiciona um aumento da sua concentração plasmática de forma demasiado rápida, atingindo o SNC em quantidade excessiva. Como consequência, provocam desequilíbrio e uma hiper estimulação das células neuronais que pode mesmo destruí-las (1, 4, 15, 17 - 22). Esta estimulação excessiva gera ainda um aumento dos radicais livres produzidos, o que contribui para a lesão e morte destas células (1, 4, 18). Esta situação agrava-se quando o indivíduo tem uma menor capacidade de defesa antioxidante, tornando-o incapaz de se defender deste aumento de produção de radicais livres e aumentando o seu risco de sofrer lesões cerebrais (1, 18).

 Um excesso de fenilalanina a nível do SNC tem um efeito neurotóxico(1, 19, 20, 23) e pode alterar o delicado equilíbrio de diferentes neurotransmissores (como a noradrenalina, dopamina e/ou a serotonina), provocando diversos sintomas neurológicos como depressão, ataques de ansiedade, tremores, enxaquecas e convulsões(1, 4, 15, 19, 20, 24, 25). Além disso, porque interage com a química cerebral, pode interferir com medicação psiquiátrica como os anti depressivos (1, 15).

 2. O ácido aspártico e a fenilalanina na natureza não existem ligados entre si, muito menos como uma molécula única, sendo esta uma apresentação nova para o organismo. O sistema imunitário vai assim reagir à entrada deste composto como uma molécula estranha (reacção imunitária de defesa). O consumo regular de aspartame, levaria assim a uma estimulação constante do nosso sistema imune, enfraquecendo-o (1).

 3. O metanol que se encontra no aspartame também pode ser encontrado em alimentos como fruta e legumes, unido a outros compostos, sendo difícil ao organismo liberta-lo e absorve-lo. O consumo de aspartame condiciona um consumo de metanol muito superior ao obtido a partir dos alimentos, sob uma forma absorvível e facilmente convertível nos seus derivados tóxicos(1, 26 - 29). O metanol, também conhecido como álcool da madeira, é extremamente tóxico quando consumido desta forma, especialmente em quantidades acima das aconselhadas(1, 17). As doses consideradas seguras quanto ao consumo deste composto, segundo a Agencia de Protecção Ambiental do EUA são de 7,8 miligramas/dia, no entanto, uma lata de refrigerante light pode conter até 16 miligramas(1, 15). Os sintomas associados ao consumo excessivo de metanol incluem: dores de cabeça, fadiga, náuseas, dores abdominais, alteração da visão ou mesmo cegueira, acidose metabólica, convulsões, e em casos mais graves degeneração hepática, renal e pulmonar, edema cerebral ou mesmo morte(1, 15, 17, 30).

 4. O metanol pode ainda converter-se em formaldeído (normalmente usado na preservação de cadáveres ou para fins industriais) e em ácido fórmico, compostos extremamente tóxicos para o SNC, sendo mesmo considerado cancerígenos(1, 17). Todos estes compostos (metanol, formaldeído e ácido fórmico) são ainda de elevada toxicidade para a retina e os nervos ópticos, tendo por isso um importante impacto na visão(1, 17, 31- 36).

 5. A associação do metanol com a fenilalanina é capaz de estimular a produção de dopamina a nível cerebral, provocando uma sensação de bem-estar e prazer, o que poderá induzir dependência(1, 15). Em determinados indivíduos, a cessação do consumo de aspartame pode induzir o aparecimento de sintomas de abstinência, como irritabilidade, tremores, náuseas, depressão e suores, que melhoram com o reinício da toma de aspartame(1, 37).

 6. O aspartame apresenta instabilidade quando submetido a determinadas temperaturas e pH38-40. Esta instabilidade dá origem à sua degradação, com um aumento da libertação dos seus constituintes (o ácido aspártico, a fenilalanina e o metanol), um aumento velocidade de absorção destes compostos, e à formação de novos compostos, também tóxicos como: 3-carboximetil-6-benzil-2,5-dicetopiperazina (DKP), L-aspartil-fenilalanina, metil éster da L-fenilalanina, isómero D-ácido aspártico, formaldeído e ácido fórmico(1, 38, 41).

 A degradação do aspartame está aumentada sob temperaturas elevadas, em particular quando adicionado a alimentos com gorduras (bolachas ou bolos, por exemplo) ou em alimentos aquosos com características mais básicas(1, 2, 41). Não é por isso aconselhado na confecção de alimentos submetidos a temperaturas, ou a sua utilização em bebidas quentes (como café ou chá). A sua degradação está diminuída quando sob a forma seca e em condições aquosas ácidas(41).

 Levantam-se algumas questões acerca da estabilidade deste composto durante o armazenamento em alimentos cuja temperatura nem sempre é controlada, como as bebidas, que normalmente só são refrigeradas aquando do seu consumo. Nos diferentes estudos efectuados, principalmente a bebidas com aspartame, é referido que a degradação deste ocorre, com um aumento dos níveis dos diferentes compostos químicos acima mencionados(1, 41, 42).

 Sintomas

 As queixas mais associadas ao consumo de aspartame são na sua maioria do foro neurológico e comportamental (cerca de 2/3), e são muitas vezes coincidentes com os resultados obtidos nos diferentes estudos científicos publicados. Diferentes autores afirmam a importância do aspartame como causa ou agravamento de algumas destas queixas(1, 15, 17, 44 - 48).

 O uso de aspartame está implicado na origem ou agravamento de: dores de cabeça e enxaquecas, depressão, alterações graves do humor, perda de memória, tonturas e alterações do equilíbrio, comportamento agressivo, desorientação, hiperactividade, excitabilidade, alterações da visão (diminuição da visão, olhos "secos", e em casos graves cegueira), ataques de pânico, convulsões, fadiga e fraqueza, alterações no sono e insónia, alterações do funcionamento cerebral, alucinações, perda de memória, e inclusive aumento de tendências suicidas(1, 6, 17, 15, 19, 20, 30, 39, 48 -72) . O uso do aspartame está ainda associado ao aumento da incidência da doença de Alzheimer nos EUA , devido à sua capacidade de acelerar o processo de degeneração(1, 4, 65, 73, 74). Poderá ainda contribuir para o desenvolvimento da doença de Parkinson(1, 97). Alguns estudos (efectuados em animais e estudos epidemiológicos com humanos) apontam para a relação entre o aspartame e o aumento da incidência de tumores cerebrais(75 -77, 97). Num estudo com ratos publicado por um jornal financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA, o aspartame foi associado a um aumento anormal de linfomas, leucemia e outras formas de cancro, com doses equivalentes ao consumo de cerca de 2 latas de refrigerante light por uma pessoa de cerca de 68kg. Isto significa um risco acrescido para pessoas com menos de 68 kg, como por exemplo crianças(1, 78). Também foi detectado um aumento da incidência de tumores cerebrais em crianças cujas mães consumiram aspartame ao longo da gravidez(1).

 Outras queixas incluem alterações no ritmo cardíaco, dor e caimbras abdominais, vómitos e/ou diarreia, xerostomia, alterações dermatológicas, e dores articulares(1, 15, 6, 79 - 81). Paradoxalmente, o consumo de aspartame está ainda associado a um aumento do apetite e à obesidade(1, 82 - 91).

 Conclusão

 O aspartame está longe de ser um composto inócuo, sendo inúmeros os relatos de toxicidade. É importante referir que a grande maioria destes sintomas são associados ao consumo a curto ou a médio prazo, não existindo estudos acerca do seu efeito a longo prazo. Em especial, quando este consumo é feito de forma diária e por vezes em quantidades excessivas, dada a diversidade de alimentos aos quais é adicionado o aspartame. É importante por isso verificar, na rotulagem, a presença deste composto nos alimentos que consumimos, em especial nos "light", magros ou sem açúcar (como iogurtes, compotas, sumos, pastilhas elásticas, bolachas, etc).

 A dose diária aceitável (Acceptable Daily Intake) para o consumo de aspartame por humanos, estipulado pela FDA é de 50 mg/Kg/dia, mas por norma na rotulagem não é mencionada a quantidade de aspartame adicionado, sendo por isso difícil calcular a dose ingerida diariamente (5, 67). É importante referir que a maioria das queixas e dos estudos apresentados que referem sintomas associados ao uso de aspartame ocorreram com o consumo de doses pequenas, que estariam dentro do intervalo de segurança para o consumo deste composto.

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