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SCIENCE NEWS Nº4 | FEVEREIRO | 2008 |
| MEDICINA INTEGRADA E FUNCIONAL | |
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Prevenção nutricional do cancro O principal factor de risco do cancro é o processo de envelhecimento.[1] Por exemplo, o risco de cancro da mama aumenta com a idade, de 1 em 19608 aos 25 anos para 1 em 9 aos 85.[2] Isto resulta da acumulação de mutações em genes que regulam a proliferação celular.[3] Podemos prevenir o cancro ao intervir nas mutações genéticas que nos tornam mais susceptíveis a desenvolvê-lo, recorrendo a estratégias nutricionais. Vitamina D: Indivíduos com níveis mais elevados de vitamina D têm incidências francamente inferiores de cancro.[4-9] Níveis baixos de vitamina D estão associados a defeitos na expressão de genes que controlam processos críticos na regulação celular envolvida na protecção contra o cancro. Demonstrou-se que a suplementação com vitamina D reduz o risco de cancro em 60% a 77% quando comparada com placebo, em mulheres pós-menopáusicas.[10] Estima-se que a toma diária de 1000UI de vitamina D poderia prevenir cerca de ¾ dos cancros em apenas 4 anos (incluindo cancro da mama, próstata, cólon, esófago, pâncreas, ovário, recto, bexiga, rim, pulmão, útero, linfoma não-Hodgkin e mieloma múltiplo).[4,10-22] Carne vermelha: A ingestão de carne vermelha aumenta a incidência de cancro da mama em mulheres e da próstata em homens.[23,24] A dieta ocidental (incluindo carne de porco e de vaca e sobremesas) aumenta o risco de cancro da mama em 60% e o risco de tumores hormonodependentes em 90% quando comparada com uma dieta rica em soja e vegetais.[25] Vegetais crucíferos: Demonstrou-se que substâncias contidas nestes vegetais (brócolos, couve-flor, couve de bruxelas, couve e repolho) neutralizam produtos do metabolismo dos estrogénios que promovem o crescimento tumoral e ajudam a neutralizar os carcinogéneos a que nos expomos diariamente.[26,28-30] Uma das substâncias mais bem estudadas é o indole-3-carbinol que aumenta os níveis de um metabolito do estrogéneo que protege contra o cancro (2-hidroxiestrona) e suprime a produção de um metabolito do estrogéneo que promove o cancro da mama e outros cancros (16-alfa-hidroestrona).[31,32] A 2-hidroxiestrona não exerce actividade estrogénica sobre o tecido mamário e uma forma deste metabolito previne a formação de novos vasos sanguíneos para alimentar tumores em crescimento.[36,37] Nos homens, níveis elevados de 16-alfa-hidroestrona foram associados a um aumento do risco de cancro da próstata.[34] A modulação dos metabolismo dos estrogéneos pelos vegetais crucíferos reduz o risco de cancro da mama, colo do útero e cabeça e pescoço.[27,33-35] Soja: Aumentar o consumo de soja e derivados reduz para metade o risco de cancro da mama e próstata.[25,38-40] As isoflavonas da soja, como a genisteína e a daidzeína, podem reduzir o risco de muitas doenças crónicas, incluindo cancro, doença cardíaca e osteoporose.[38-48] As mulheres asiáticas, com maior consumo de soja e derivados, apresentam um risco significativamente inferior de cancro da mama.[49] As isoflavonas de soja são mais do que estrogéneos naturais. Funcionam como moduladores selectivos dos receptores dos estrogéneos. Conferem os benefícios dos estrogéneos sem os seus efeitos laterais negativos, especialmente em tecidos hormono-sensíveis como a mama e o endométrio.[50] Mulheres com o consumo mais elevado de produtos à base de soja apresentam a maior redução de risco de vir a desenvolver cancro da mama.[51] Mulheres com o consumo mais elevado de isoflavonas de soja têm uma redução de risco de 54% em relação a mulheres com o consumo mais baixo, bem como uma redução significativa no risco de cancro do endométrio.[49,52] As doses necessárias para prevenção deste último são muito inferiores às necessárias para prevenir o cancro da mama. As isoflavonas de soja também protegem os homens de cancro da próstata, atrasando e prevenindo a doença.[53,54] Homens com o maior consumo de feijões de soja e tofu têm uma redução de risco de 47% e 53%, respectivamente, de cancro da próstata, quando comparados com homens com o menor consumo.[55] Em homens com maior consumo de natto (produto à base de feijões de soja fermentados), a incidência de cancro da próstata reduziu-se cerca de 75%. Níveis séricos elevados de três fitoestrogéneos (genisteína, daidzeína e equol) foram associados a reduções de risco de cancro da próstata de 62%, 59% e 66%, respectivamente.[56] Alguns estudos com suplementos isolados não apresentaram o mesmo efeito preventivo que o consumo alimentar de produtos de soja, demonstrando mesmo aumento de risco de tumores hormono-dependentes.[57] A soja contém muitos ingredientes biologicamente activos que no seu conjunto apresentam um efeito significativamente diferente do dos seus constituintes isolados. Além disso, os suplementos não sofrem a activação normal pelas bactérias intestinais, o que altera a sua digestão, absorção e, consequentemente, efeito biológico. Os suplementos à base de extractos concentrados de soja, contrariamente à que é obtida da dieta, não são actualmente recomendados para a prevenção do cancro da mama. Fruta: Estamos expostos a carcinogéneos todos os dias: pesticidas, comida ultra-cozinhada, álcool, aditivos alimentares, tabaco, mutagéneos fúngicos e poluentes industriais. Apesar de ser difícil evitá-los, é possível atenuar os seus efeitos, fornecendo ao organismo extractos de plantas que facilitam a destoxificação e remoção destas substâncias. O D-glucarato encontra-se em uvas, maçãs, laranjas, bróculos e couves de bruxelas e serve de base ao processo de destoxificação do organismo, simultaneamente inibindo a enzima que permite a reabsorção do estrogéneo após este ser excretado, a beta-glucoronidase, desta forma reduzindo os níveis de estrogéneo no sangue.58-61 Demonstraram-se os efeitos do D-glucarato na redução do crescimento dos tumores mamários, do número absoluto de tumores, do seu desenvolvimento e durante as fases de promoção e iniciação do cancro.[62-66] Lignanos: Os lignanos são fitoquímicos contidos nas sementes de linho, com acção fitoestrogénica. A protecção obtida por estas substâncias baseia-se na modulação benéfica sobre o metabolismo dos estrogéneos, inibição da angiogénese e indução da auto-destruição de células cancerígenas.[67-69] O maior benefício foi demonstrado na prevenção do cancro da mama em mulheres pré-menopáusicas. Nestas mulheres, o maior consumo de lignanos reduz o risco em 44%.[68] Níveis mais elevados de enterolactona (o lignano primário derivado pelo nosso corpo a partir das sementes de linho) estão associados a menor risco de cancro da mama, e os níveis desta substância são significativamente inferiores em mulheres que desenvolvem cancro da mama, o que demonstra os seus efeitos protectores.[69] O consumo elevado de lignanos também protege contra o desenvolvimento de cancro do endométrio, provavelmente através do seu efeito anti-estrogénico, com benefício ligeiramente superior em mulheres pós-menopáusicas. De acordo com o acima exposto, podem atingir-se reduções significativas (até 90%) no risco de cancro, através da nutrição ou suplementação com determinadas substâncias. Reduções ainda maiores podem ser obtidas com redução do aporte de calorias em excesso. Através destas estratégias o nosso legado genético pode ser modulado favoravelmente, diminuindo o risco individual de cancro. 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