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SCIENCE NEWS Nº28 | AGOSTO | 2009 |
| MEDICINA INTEGRADA E FUNCIONAL | |
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Glutationa - papel no tratamento biomédico das Doenças Neurodegenerativas A glutationa tem um papel fundamental para o bom funcionamento e sobrevivência das células cerebrais.1 O seu uso terapêutico pode representar uma mais-valia em múltiplas patologias neurológicas. A glutationa é um tri-péptido produzido e armazenado no fígado. É composta pelos aminoácidos glicina, ácido glutâmico e cisteína. Tem como função proteger o organismo de agentes tóxicos, como os metais pesados, actuando como um agente antioxidante potente prevenindo a formação de radicais livres e inibindo a lesão celular. Um estudo recente1 revela o papel essencial da glutationa na destoxificação de radicais livres de oxigénio a nível neuronal, tendo sido estabelecida uma ligação entre alterações no funcionamento desta proteína e o stress oxidativo que ocorre em várias doenças neurodegenerativas como Esclerose Múltipla, Doença de Alzheirmer e Doença de Parkinson. Num outro artigo 2 é também realçada a importância da glutationa, como principal forma de reduzir o stress oxidativo a nível neuronal. Segundo os autores, os astrócitos terão como função proteger as outras células neuronais da toxicidade de vários agentes, utilizando como mecanismo o fornecimento dos precursores da glutationa às células vizinhas. Os resultados deste estudo sugerem a existência de um sistema glutationa/astrócito deficitário em vários tipos de doenças neurológicas.
Recentemente foi confirmada a existência de níveis baixos de glutationa em crianças com autismo devido a alterações na via da metionina. Neste estudo é também demonstrado que as crianças com doenças do espectro do autismo têm uma maior propensão para terem polimorfismos genéticos nas enzimas desta via metabólica. 3 Tendo em conta estes estudos, existe uma razão para o uso de glutationa nas crianças com doenças do espectro do autismo, que é confirmado pela experiência clínica de vários médicos envolvidos no tratamento biomédico do autismo. 4,5 A forma reduzida, L-glutationa, é a forma mais activa, sendo esta a forma que está habitualmente recomendada. É especialmente importante durante os tratamentos de quelação. É ainda importante que os aminoácidos precursores sejam fornecidos quer pela dieta quer sob a forma de suplementos, de forma a haver produção suficiente de glutationa para prevenir o stress oxidativo produzido por infecções víricas, toxinas ambientais (incluindo metais pesados) e inflamação, entre outros. 4
Bibliografia:
1. Dringen R, Hirrlinger J. Glutathione pathways in the brain. Biol Chem. 2003 384(4):505-16. |
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