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SCIENCE NEWS Nº25 | MAIO | 2009 |
| MEDICINA INTEGRADA E FUNCIONAL | |
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Autismo - desregulação da resposta imune e inflamação cerebral As doenças do espectro do autismo, a patologia cuja incidência mais tem aumentado nos países desenvolvidos nas últimas 3 décadas, constituem um desafio para a investigação científica que está a revelar aspectos, até há pouco tempo desconhecidos, sobre as múltiplas alterações sistémicas nelas envolvidas e a abrir novas perspectivas na abordagem terapêutica destas doenças. O sistema imune desempenha, no autismo, um papel da maior relevância, em que co-existem a imunosupressão com a imuno-desregulação. A imunosupressão está presente em múltiplos alterações que podem incluir uma inadequada resposta à vacinação da rubéola (1), uma tranformação com depressão linfocitária face a uma estimulação antigénica(2), o número reduzido de linfócitos T e rácio alterado das células T supressoras (3), a redução da actividade das Natural Killer Cells (4), a deficiência das células T supressoras (5), a deficiência em CD4 e Helpper T cells (6) e a deficiência de CD4 nativas e células T (7). No entanto, estudos mais recentes mostram uma desregulação da resposta imune indutores de reacções inflamatórias como são, a resposta excessiva de citoquinas pró-inflamatórias e falência da resposta contra-inflamatória dos monócitos do sangue periférico em resposta a antigénios da dieta(8), níveis elevados de monócitos do sangue periférico(9), níveis elevados de metabolitos pró-inflamatórios de macrófagos, como o óxido nítrico (10), imunodesregulação conducente a stress oxidativo (11) e activação da micróglia do tecido cerebral sem a evidência de resposta adaptativa (12). Mais estudos mostraram alterações dos níveis de mediadores imunitários: níveis elevados de IL-2 (13), de IL-2 e IF-gama (14), níveis elevados de TNF-alpha, IL-2 e IL-4 e diminuição de IL-10 nos linfócitos da mucosa intestinal (15), elevado MCP-1, TGF-beta 1 no tecido cerebral (16), elevados IL-13 e IF-gama e diminuição de IL-10 (17) e diminuição de IL-26.
O aumento da reacção inflamatória nos doentes do espectro do autismo atinge, de uma forma muito relevante, o tecido cerebral. Foi possível identificar marcadores da inflamação cerebral que estão elevados nos autistas. A GFAP (Glial Fibrillary acidic Protein), um marcador da função cerebral associada a activação da microglia e dos astrocitos, está elevado nas crianças com autismo. A Neopterina e a Biopterina são biomarcadores da activação imunitária envolvendo a imunidade celular particularmente relacionada com a activação das células T dos macrófagos pelo interferon-gama. Níveis urinários elevados da Neopterina e a Biopterina demonstram a imune-activação no cérebro (21). O doseamento do nível urinário da Neopterina e da Biopterina é usado no diagnóstico laboratorial da imuno-activação inflamatória cerebral dos autistas.
Bibliografia: (1) (2) Stubbs EG, et al. Depressed lymphocyte responsiveness in autistic children. J Autism Child Schizophr. 1977 Mar;7(1):49-55. (3) Warren RP, e tal. Immune abnormalities in patients with autism. J Autism Dev Disord. 1986 Jun;16(2):189. (4) Warren RP, e tal. Reduced natural killer cell activity in autism. J Am Child Psychiatry. 1987 may;26(3):333-5. (5) Warren RP, et al. Detection of maternal antibodies in infantile autism. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry. 1990 nov;29(6):873-7. (6) Yonk LJ, e tal. CD4+ helper T cell depression in autism. Immunol Lett. 1990 Sep;25(4):341-5. (7) Ferrante P, Saresella M, Guerini FR, Marzorati M, Musetti MC, Cazzullo AG. Sgnificant association of HLA A2-DR11 with CD4 naive decrease in autistic children. Biomed Pharmacother. 2003 Oct;57(8):372-4. (8) Jyonouchi H, e tal. Evaluation of na association between gastrointestinal symptoms and cytokine production against common dietary proteins in children with autism spectrum disorders. J Pediatr. 2005 May;146(5):605-10.
(9) Sweeten TL, et al. Increased prevalence of familial autoimmunity in probands with pervasive developmental disorders. Pediatrics. 2003. (10) Sweeten TL, Posey DJ, Shankar S, McDougle CJ. High nitric oxide production in autistic disorder: a possible relo for interferongamma. Bio Psychiatry. 2004 Feb 15:55(4):434-7. (11) Chauhan, A. Chauhan V. Oxidative stress in autism. Pathophysiology 2006: 13(3): 171-81. (12) Vargas DL, Nascimbene C, Krishnan C, Zimmerman AW, Pardo CA. Neuroglial activation and neuroinflammation in the brain of patients with autism. Ann Neurol. 2005 Jan;57(1)67-81. (13) (14) Singh VK. Plasma increase of interleukin-12 and interferon-gamma. Pathological significance in autism. J Neuroimmunol. 1996 May;66(1-2):143-5.
(15) Ashwood P, Van de Water J. Is autism na autoimmune disease? Autoimmune Rev. 2004 Nov;3(7-8):557-62. (16) Vargas DL, Nascimbene C, Krishnan C, Zimmerman AW, pardo CA. Neuroglial activation and neuroinflammation in the brain of patients with autism. Ann Neurol. 2005 Jan;57(1)67-81. (17) Molloy CA, e tal. Familial autoimmune thyroid disease as a risk factor for regression in children with Autism Spectrum Disorder: a CPEA Study. J Autism Dev Disord. 2006 Apr;36(3):317-24. (18) Li X, e tal. Elevated immune response in the brain of autistic patients. J Neuroimmunol. 2009 Jan 19. (19) Vargas DL, nascimbene C, Krishnan C, ZImmerman AW, Pardo CA. Neuroglial activation and neuroinflamation in the brain of patients with autism. Ann Neurol. 2005 Jan;57(1)67-81. (20) Vargas - Neuroglial activation and neuroinflamaton in the brais of patients with autism (21) Messahel S, et al. Urinary levels of neopterin and biopterin in autism. Neurosci Lett 1998, 241(1): 17-20.
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