1.gif NEWSLETTER  | MARÇO | 2007
MEDICINA INTEGRADA E FUNCIONAL
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O dente -

a importância em Medicina Integrada

   O dente assume um papel de grande relevo quando é pensado como um órgão interveniente nesse todo que é o nosso organismo. 
 

 É assim que é encarado pela Medicina Integrada e Funcional.

 De que modo lhe damos nós - em Medicina Integrada - mais importância? Que procuramos ver nós nele mais do que cárie, tártaro ou gengivite?

 1. A acupunctura, com o seu paradigma de saúde como perfeito equilíbrio energético entre os meridianos que interligam todos os órgãos e vísceras, permite-nos saber que os dentes estão "ligados", pelos meridianos, a órgãos e estruturas tecidulares à distância. Se um dente tem um processo inflamatório crónico, uma restauração desencadeadora de reactividade, uma doença periodontal ou um granuloma que a pessoa considera inofensivo, esse dente pode estar a ser a causa escondida de uma dor ou disfunção crónica num órgão à distância com o qual está conectado através dos meridianos da acupunctura.
Para melhorar a doença crónica é incontornável ter que tratar a patologia desse dente.

 2. A amálgama dentária, popularmente conhecida por "chumbo", é uma liga metálica cuja constituição engloba grande proporção de mercúrio. O mercúrio tem o seu ponto de volatilização a 25ºC. Significa isto, que à temperatura corporal de 36ºC, a amálgama está continuamente a libertar vapor de mercúrio que é engolido com a saliva. Quanto mais antiga for, mais vapor liberta, pois a abrasão provocada pela mastigação e a corrosão provocada pela saliva, facilita a sua deterioração.
O mercúrio engolido com a saliva é assimilado pela flora intestinal que o transforma num composto orgânico - o metilmercúrio - este sim, um composto altamente tóxico e muito facilmente assimilado pela circulação sanguínea. É, então, distribuído por todo o organismo. O nosso sistema biológico não é capaz de "lidar" com este tipo de tóxicos. Nem os metaboliza, nem os consegue eliminar. Armazena-os nos órgãos com mais gordura. E um dos órgãos de eleição é o cérebro, pois tem uma muito elevada percentagem de gordura.

 A intoxicação crónica de mercúrio tem sido estatisticamente relacionada com múltiplas doenças neurológicas, esclerose múltipla, demência, diminuição da rentabilidade escolar, diminuição de memória e concentração. Pode, ainda estar na origem de alergias doenças imunológicas, perturbações cardio-vasculares e cancro.
Estas razões de saúde pública levaram à proibição da amálgama na Suécia e na Alemanha há cerca de uma década.

 Em Junho de 2005 a Comissão Europeia recomenda aos médicos dentistas a substituição das amálgamas dentárias, tendo em conta a comprovada toxicidade do mercúrio. E refere: «as doses elevadas de mercúrio podem ser fatais para o Homem, mas mesmo doses relativamente baixas podem ter repercussões adversas graves no desenvolvimento neurológico, tendo sido ligadas também a possíveis efeitos prejudiciais nos sistemas cardiovascular, imunitário e reprodutivo», acrescentando que, nos países desenvolvidos, «a maior fonte de exposição ao mercúrio é a inalação dos vapores de mercúrio nos amálgamas dentários».

 A substituição da amalgama deve ser acompanhada por procedimentos técnicos capazes de diminuir a absorção de mercúrio no acto dentário desta retirada, e por terapêutica ajustada.
No nosso consultório, não usamos nunca amálgama dentária e seguimos todos os procedimentos indicados pelo IBCMT (International Board of Clinical Metal Toxicology) para a sua substituição.

 Para se diagnosticar a intoxicação por mercúrio é feita uma análise de mineralograma de cabelo.

 Perante uma intoxicação demonstrada devem ser retiradas todas os amálgamas e posteriormente, dar-se-à início ao tratamento de desintoxicação de mercúrio - a quelação de metais pesados, seguindo o protocolo do IBCMT.

 3. A incompatibilidade ou reactividade aos materiais dentários é outro dado novo na relação entre o dente e a saúde global.
Apesar de inicialmente se ter julgado que os materiais usados em ortodontia seriam inócuos e incapazes de interagir som os nossos tecidos, sabemos agora que isto não é verdade.

 Segundo uma técnica patenteada pela investigadora médica sueca - Dra. Vera Stejskal - é possível demonstrar se uma pessoa faz ou não reactividade aos metais usados nas ligas dos implantes metálicos, nos acessórios de ortodontia e nas próteses, por intermédio do teste Melisa. 
 

 De facto, têm sido descritos numerosos casos de doenças alérgicas muito graves e de doenças auto imunes alguns meses depois da colocação de implantes metálicos, por exemplo.

 No nosso consultório recomendamos a quem pondera iniciar qualquer tratamento de reabilitação dentária o estudo prévio da sua tolerância aos metais a usar, fazendo o Teste Melisa.

Cordialmente,

Cristina Sales

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